ITB - Brasílio Flores de Azevedo
ITB Brasílio Flores de Azevedo realiza Semana de Liberdade e Alteridade

Novamente o diálogo foi aberto na Semana de Liberdade e Alteridade do ITB Brasílio Flores de Azevedo. O evento aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de outubro de 2016. Os alunos puderam escolher quais atividades queriam participar, ocorreram saraus, sessões de cinema, oficinas, mesas-redondas e palestras sobre racismo; direitos da pessoa com deficiência; machismo e LGBTfobia.

Para Joyce Ellen Nery Teles, aluna do 1º ano do Curso Técnico em Informática, a Semana de Liberdade e Alteridade “mostra que atualmente há um grande individualismo entre as pessoas, seja por cor, seja por gênero, porque as pessoas estão se dividindo muito por causa da aparência, do que elas são por fora e não por dentro, precisamos ver a pessoa por dentro e não pela aparência”.

“É uma revolução na escola porque abre a mente dos alunos e dos professores, pois mostra a realidade nos dias de hoje, aborda temas que são necessários falar hoje, porque muita gente não aceita pessoas negras e LGBTs. Todas as escolas deveriam ter a Semana de Liberdade e Alteridade”, disse Victória de Oliveira Rosário, aluna do 1º ano do Curso Técnico em Edificações.

Emily Iaritsa da Silva, aluna do 1º ano do Curso Técnico em Edificações, “essa Semana deveria acontecer em todas as escolas porque mostra o que estamos vivendo hoje, as pessoas com preconceito imenso sobre tudo que está acontecendo, acho que ter essa semana é o novo”.

“Chamamos de Semana de Liberdade e Alteridade, ‘alter’ significa o outro, é um olhar o outro nas suas diferenças, nós não somos iguais, a mulher não é igual ao homem, ela engravida, então ela tem outra necessidade quando vira mãe, o homem dentro de uma carreira profissional não iria precisar de uma licença maternidade, nesse sentido que tentamos despertar essa alteridade, é olhar a necessidade do negro dentro da sociedade, da mulher negra, da questão LGBT”, disse professora de Sociologia Amanda Marchioreto, que complementou dizendo que os alunos “não são obrigados apresentar nada, eles apresentam aquilo que eles sentem vontade de discutir dentro de alguns eixos temáticos propostos: combate à LGBTfobia, combate ao racismo, combate ao machismo e a questão dos direitos da pessoa com deficiência e a da inclusão”.

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